Dicas para o primeiro encontro: o que a ciência diz sobre causar uma boa primeira impressão
Onedayte Redação
Especialista Onedayte
Esquece os truques. Esquece as frases de abertura. Esquece o tempo estratégico de espera antes de responder à mensagem. Se realmente queres saber como ter um bom primeiro encontro, não olhes para coaches de encontros no Instagram mas para o que diz a investigação. E a investigação diz algo diferente do que esperarias.
A maioria das dicas de encontros que encontras online baseia-se em experiência pessoal e intuição. 'Sê misterioso.' 'Deixa-o vir atrás de ti.' 'Faz-te difícil.' Este tipo de conselho joga com o sistema de dopamina e cria tensão a curto prazo, mas não lança as bases para uma conexão real. E uma conexão real é o que precisas se procuras mais do que uma noite agradável.
Faz perguntas verdadeiras
O psicólogo Arthur Aron e colegas publicaram o seu famoso estudo em 1997 no Personality and Social Psychology Bulletin. Sentaram dois desconhecidos a responder a perguntas pessoais progressivamente mais profundas. Após 45 minutos, a sensação de conexão era mais forte do que em casais que tinham conversado superficialmente durante semanas. Um dos casais casou-se seis meses depois.
A lição não é que devas fazer todas as 36 perguntas num primeiro encontro. A lição é que perguntas pessoais e abertas que convidam a histórias e autorreflexão criam uma conexão mais profunda do que conversa fiada. Não 'O que fazes profissionalmente?' mas 'O que mais gostas no que fazes?' Não 'Tens irmãos?' mas 'Quem na tua vida mais te moldou?'
Ouve ativamente
A escuta ativa é mais do que ficar em silêncio enquanto a outra pessoa fala. É repetir o que a outra pessoa disse nas tuas próprias palavras ('Então, se entendi bem...'). É fazer perguntas de acompanhamento que mostram que realmente ouviste. É responder à emoção por detrás das palavras, não apenas aos factos.
Gottman descobriu que o turning toward (responder aos sinais emocionais) é o preditor mais forte da estabilidade relacional. Num primeiro encontro, isso já começa. Se o teu encontro te conta sobre uma semana difícil e tu respondes com 'Isso parece duro. Como viveste isso?', isso é um turning toward. Se respondes com 'Eu também tive uma semana muito ocupada', isso é um turning away. A diferença é subtil mas o efeito é mensurável.
Uma dica prática que vem diretamente da investigação: começa o teu encontro com uma atividade em vez de uma conversa. Passear juntos, tomar um café juntos, visitar um mercado juntos. O movimento baixa o cortisol (a hormona do stress) e aumenta as endorfinas, o que reduz os nervos e aumenta a abertura. Além disso, o ambiente oferece temas de conversa naturais que aliviam a pressão dos silêncios. Não precisa de ser espetacular. Por vezes um passeio pelo jardim é o melhor cenário para um primeiro encontro.
O princípio por detrás disto é simples: baixar a pressão e aumentar a abertura. É precisamente o que a investigação identifica como a receita para um bom primeiro encontro.
Sê autêntico
A investigação é consistente nisto: a autenticidade é mais atraente do que uma imagem polida. As pessoas sentem a diferença entre alguém que é genuíno e alguém que está a representar um papel. Essa sensação é descrita como dissonância e mina a confiança, mesmo que a pessoa seja objetivamente interessante.
Ser autêntico num primeiro encontro não significa partilhar tudo. Significa não fingir nada. Não finjas que adoras correr se detestas. Não finjas que estás descontraído se estás nervoso. 'Honestamente estou bastante nervoso' é mais autêntico e mais atraente do que uma descontração forçada.
Aplicar Love Maps num primeiro encontro
Em vez das perguntas padrão sobre trabalho, faz perguntas Love Maps que abrem o mundo interior sem serem demasiado pesadas para um primeiro encontro: 'Qual foi o melhor momento da tua semana?' 'O que mais te preocupa neste momento?' 'O que mais valorizas no teu melhor amigo?' Estas são perguntas que convidam à vulnerabilidade e autorreflexão. Criam mais conexão em dez minutos do que uma hora de conversa fiada.
Fontes: Aron (1997), Gottman Institute, psicologia social